Almoço em família (no Second Life)

Quando a internet surgiu não passava de uma tela preta e sem graça, com um cursor piscando e pessoas dizendo que era coisa para nerds. Com o surgimento da revolucionária World Wide Web, a interface gráfica proporcionou uma maior participação os primeiros usuários deram início ao maior e mais típico sistema emergente já visto. Com o aumento das funcionalidades da rede, cada vez mais podemos tirar proveito dela no dia a dia. Acesso em tempo real a notícias do mundo inteiro, comunicação eficiente e segura, pesquisas e compras online, são algumas das opções da rede. A pergunta que fica é: quanto tempo você consegue ficar longe dela?

Só para termos uma pequena noção no passado o telefone levou 75 anos para atingir a marca de 50 milhões de unidades no mundo inteiro, enquanto a internet apenas 4 anos para chegar à mesma marca. Agora, com um público gigante, a rede se tornou um depósito enorme de informações, onde os próprios usuários modificam, criam e enriquecem conteúdos. O excesso de informações pode atrapalhar, a Wikipédia, por exemplo, está longe de ser considerada uma fonte totalmente confiável de informações. Porém, quem não lembra das enormes enciclopédias vendidas de porta em porta, que além de custar muito caro, eram de um peso que só de olhar cansava. A Wikipédia precisa evoluir, mas mesmo hoje tem o seu valor, tornou o conhecimento ainda que restrito em termos de qualidade, acessível a todos.

As crianças e os adolescentes que viveram os anos 90 ou nasceram depois são descritos como a geração web. Logo a internet acabou se tornando um problema de família. Para a geração anterior, que ostentava os costumes da vida real, não era compreensível que os filhos passassem horas a fio na frente do computador, com os olhos hipnotizados fitando a tela de pixels. O estranhamento e a resistência eram naturais, assim como também foi natural o ingresso de todos às maravilhas do mundo on-line.

Hoje, a rede, além de muitas outras coisas, é um agregador social, mostrando uma maior aderência de todos (inclusive da família). A web cada vez mais é utilizada como meio de comunicação prático, barato e seguro, além de aproximar amigos de infância ou pessoas que perdemos o contato. Podemos citar como exemplo o caso do orkut, que se tornou um dos mais populares sites de relacionamento, principalmente no Brasil, e traz justamente essa idéia de união. Na comunidade “MINHA MÃE TÁ NO ORKUT”, por exemplo, são mais de 100 mil participantes, provando que a família em peso participa da rede hoje.

O fenômeno Second Life, se caracteriza por querer representar (inclusive graficamente) a vida real. No ambiente virtual é possível fazer amigos, passear por lugares antes nunca vistos, ou mesmo ganhar dinheiro. Sim, existem pessoas, poucas é verdade, que estão ficando ricas através de um “inocente” jogo on-line. Tal fato atrai investimentos, grandes empresas estão apostando no ambiente on-line. Fato que serve para ilustrar a margem de crescimento de investimentos em publicidade na rede em mais de 46% no primeiro semestre do ano passado.

Agora o “www” é cada vez mais um mundo à parte, vívido em vários sentidos, principalmente no quesito interatividade. Quem não fica curioso com o que está por vir? Imagine a cena, a família toda confortavelmente sentada a sala, cada um com seu notebook fazendo um passeio de domingo no Zoológico virtual do Second Life.

julho 10, 2008 at 6:47 pm Deixe um comentário

Vida de Universitário

Vídeo feito em conjunto para a cadeira de Produção Audiovisual:

junho 27, 2008 at 8:06 pm Deixe um comentário

Paranóia “mejmo”

Existem diversos preconceitos que, ainda que seja de forma velada, são vastamente praticados por nós. O preconceito lingüístico é um dos mais apoiados pelo nosso “sistema” de comunicação. É esse grande mito, o de que só existe uma forma correta de utilizarmos a língua portuguesa, que Marcos Bagno tenta derrubar em seu livro “Preconceito Linguístico”, o autor defende com vigor a língua viva e verdadeiramente utilizada no Brasil.

Vivemos em um país que acolheu pessoas de diversos outros lugares do mundo através das colonizações, e pensar que esse fator não tenha contribuído para criarmos um idioma rico e pluralizado é no mínimo um grave erro. Segundo o autor, quem pensa que o português falado em Portugal é mais correto do que o falado em outro país está enganado, pois a grande “variedade lingüística atende às necessidades da comunidade de seres humanos que a empregam”, assim haverá mudanças na língua sempre que existir uma necessidade de adequação à realidade da população de uma dada região.

O autor critica Pasquale Cipro Neto e Ulisses Infante que dizem em sua gramática não admitir “que com um alfabeto tão restrito (apenas 23 letras!) se cometam tantos erros ortográficos pelo Brasil afora…”. Em primeiro lugar, o que devemos corrigir no dito acima, sob a ótica de Marcos Bagno, é a idéia de erro ortográfico, pois isso não implicaria em erro de português, uma vez que ortografia nada tem a ver com o domínio da língua. A ortografia é oficial, emanada pelas autoridades, por isso escrevemos palavras como “estranho” ou “estrangeiro” com ”s”, embora sejam palavras que utilizam a base do prefixo “extra”.

Quanto a termos “apenas” 23 letras no alfabeto, imagine se formos contabilizar as diversas combinações possiveis, chegaríamos a milhares. Outro mito importante que o autor tenta derrubar é o de que “o certo é escrever assim porque se fala assim”, ele exemplifica dizendo que a letra “s”, pode representar o som do “j” em já na pronúncia de alguns lugares como Lisboa ou Rio de Janeiro, numa palavra como mesmo, a pronúncia fica igual a “mejmo”.

O que podemos aprender com o capítulo “A paranóia ortográfica” deste livro é que ortografia nada tem a ver com saber ou não a língua portuguesa, são dois tipos de conhecimento distintos. Além disso, muitas vezes um “erro” recorrente pode acarretar na evolução de um idioma, a tendência da língua é se simplificar e, como foi dito anteriormente, se adequar às diferentes realidades.

Concordo que a ortografia serve para padronizar a escrita e que em um contexto acadêmico ela se torna imprescindível, porém marginalizar quem não usufrui (e nem precisa) do domínio de tais regras é, sim, um ato preconceituoso. Concordo com Bagno quando ele diz que prefere ler um texto cheio de “erros de português” (se eles existissem), mas com idéias originais, a um texto aparentemente correto, porém com idéias banais e sem reflexão.

maio 3, 2008 at 10:51 pm Deixe um comentário

Trabalho/prova arte estética na comunicação

Tema 1:

A arte da publicidade

A publicidade se aproxima da arte quando consegue dar um caráter ambíguo ao seu discurso, para isso deve-se levar em conta o público para o qual esta publicidade esta sendo feita. Por exemplo, Jorge Maranhão critica a importação de modas americanas (2000, p.167), porque, segundo ele, sem levar em conta a nossa cultura é impossível estabelecer o mínimo aceitável de identificação com os brasileiros.

Nossos publicitários deveriam ter como alvo uma publicidade que levasse em conta os anseios do público. Os que seguem esta premissa usam exemplos do cotidiano para criar a sua retórica, assim a audiência tem uma identificação praticamente instantânea.

Um bom exemplo de publicidade, rica por conseguir uma identificação com os telespectadores, são as diversas propagandas da palha-de-aço Bombril. Colocando o anti-garoto propaganda Carlinhos Moreno nas mais diversas situações para “provar” as mil e uma utilidades do produto, a propaganda extrapola os usos tradicionais do Bombril colocando o ator principal em diversas situações engraçadas.

Uma propaganda de qualidade deve ter entretenimento e fruição. De nada adianta ser somente uma crítica séria e não conseguir a atenção necessária para realizar seu objetivo. Também não adianta apresentar apenas um entretenimento vazio, como em geral acontece no cenário atual da publicidade brasileira.

MARANHÃO, Jorge. A estética publicitária. IN A arte da publicidade: estética, critica e kitsch. Campinas: Papirus, 1988.

Tema 2:

Flusser e as imagens técnicas

(mais…)

outubro 13, 2007 at 4:15 pm Deixe um comentário

Fotografia e cinema segundo McLuhan:

            Escrevo sobre os capítulos A fotografia – O bordel sem paredes” e “O cinema – O mundo real do rolo” de Marshall McLuhan, extraídos do livro “Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem”. Como o título dos capítulos sugere, são discutidos o cinema e a fotografia, desde o seu surgimento até um apanhado crítico do autor acerca dessas artes, considerando seus impactos na sociedade.

      Se não tivessem descoberto a impressão, as gravuras em metal e madeira, nunca teríamos chegado à fotografia. Conseqüentemente, estaríamos vivendo até hoje sem o cinema. Os meios costumam evoluir um a partir do outro e a fotografia e o cinema são exemplos disso.

(mais…)

junho 14, 2007 at 12:14 am 1 comentário

Spot

Spot é um fonograma utilizado como peça publicitária em rádio. Feita por uma locução simples ou mista (duas ou mais vozes). Com ou sem efeitos sonoros e música de fundo. O Spot é geralmente utilizado na publicidade quando há muita coisa a ser transmitida em uma só mensagem.

Fonte: Wikipédia.

Agora o desafio é adaptar um comercial de TV para um roteiro de rádio.

Background: barulhos típicos de shopping, música ambiente, conversas, etc.

Locução masculina (vendedor – voz de malandro): Olá amigo, em que posso ajudar? temos tudo que é tipo de sandália aqui… 

Locução Masculina (voz normal): oi amigo, por favor que queria um par de havaianas!

Locução masculina (vendedor – voz de malandro): ih, não tem acabou, vendeu tudo…

Loc. masc. (cliente – voz normal): valeu, obrigado hein.

Loc. masc. (vendedor – voz de malandro) mas se o senhor quiser, tem essas aqui ó.

Loc. masc. (cliente – espantado) o que? as imitações!

Loc. masc. (vendedor – voz de malandro): mas são baratinhas e até que são bonitinhas, não?

Loc. masc. (cliente – debochando): são baratinhas e até que são bonitinhas… hein

Loc. masc. (vendedor – voz de malandro): tem gente que diz que são desconfortáveis…

Loc. masc. (cliente – debochando): tem gente que fala que são desconfortáveis…

Loc. masc. (vendedor – voz de malandro): mas é frescura…

Loc. masc. (cliente – debochando): ah! mas é frescura, né.

Loc. masc. (vendedor – indignado): tá me imitando porque?

Loc. masc. (cliente – ironico): ueh! você não gosta de imitação?

Loc. masc. (vendedor – desconfiado): não…

Loc. masc. (cliente – ironico): pos é, nem eu.

Locutor fala:

BG: trilha com capela típica de comerciais da havaianas

-Não aceite imitações, tem que ser havaianas!

abril 26, 2007 at 1:13 am 1 comentário

Estretégias Criativas

Conteúdo persuasivo:

  • Grupo Pão de açúcar


    Estratégia Predominante
    *Humanização; Através imagens cotidianas, as pessoas se identificam com o comercial. Proposta única de venda: Pão de açúca, Lugar de gente feliz.
  • Guaraná Antartica
    http://www.youtube.com/watch?v=uyilgQz3dS

    Estratégia Predominante
    *Humor com uma pitada de raciocinio lógico; usando a máxima de que todos os melhores jogadores já pensaram em jogar na seleção brasileira (aparece o Maradona sonhando com isso), faz o gancho dizendo “guaraná antartica e seleção brasileira: Ninguem faz igual”. Proposta unica de venda: guaraná antartica ninguêm faz igual.

  • Dove
    http://www.youtube.com/watch?v=iYhCn0jf46U

    Estratégia Predominante:
    *Emoção; a Dove está com uma campanha que quer enfatizar a beleza real, fora dos padrões (impostos pela mídia etc), nesse comercial ela explica como uma modelo fica tão perfeita, mostrando os truques de maquiagem e photo shop. Proposta unica de venda: Aproveite sua beleza real, usando dove.

  • Dona Benta
    http://www.youtube.com/watch?v=NO1lfcZiJzE

    Estratágia Predominante:
    *Humor, embalar o produto em sugestões; as massinhas ficam divagando sobre o que vão ser “quando crescer” e o fofonildo quer ser apenas um bolinho de chuva, para alegrar uma criança. Proposta única de venda: Dona Benta receita de carinho.

 

abril 18, 2007 at 5:34 pm Deixe um comentário

Posts antigos


Intervindo…

Blogue idealizado e atualizado por Leonéia, estudante do 2° ano de Comunicação Digital. Saiba mais sobre a autora...

Tópicos recentes

junho 2017
S T Q Q S S D
« jul    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930